Diário29/08/2009 12h32
Momentos de reflexão, embora desordenada, natural.
Aracaju, 29 de agosto de 2009 Que dia lindo! O sol brilhando e as pessoas se movimentando pelas ruas, onde os carros convivem normalmente com carroças rústicas puxadas por burros. Ao observar esse contraste na vida pós-moderna, “mesclada” com fatos que relembram uma vida pacata de cidade do interior... Sinto saudades da minha pequena cidade Morro do Chapéu-Bahia. Em Aracaju ainda se pode ter uma melhor qualidade de vida, mas os acontecimentos relacionados com a vida política, econômica, cultural e social do nosso país, preocupam os brasileiros, não só os que residem nas capitais, mas até os que moram nas pequenas cidades do interior; haja vista, os efeitos negativos de ações nefastas em qualquer dos setores acima citados, surtam efeitos negativos, ou seja, acabem atingindo duramente todos os cidadãos, de alguma forma, mesmos que muitos não tenham consciência desse fato. Somos um povo pacato e até um pouco submisso...Acomodado...Mas ainda assim, cheio de esperanças! Só devemos lembrar que, esperança sem luta, sem questionamento sem reivindicações, conhecimento e coragem, não resolve muita coisa. Bem, mas hoje, quero fazer justiça a uma pessoa bem especial em minha vida, o meu querido marido “Guata”. Ele mora em uma cidade da Bahia, Vitória da Conquista e talvez pelo fato de não podermos estar diariamente juntos, por muitos motivos, alguns ainda sem explicação convincente, eu tenha me referido no texto anterior ao meu desejo de viver um amor mais verdadeiro...Mais próximo mais cúmplice. Meu querido amor, você me conhece não é? Compreende bem o que se passa comigo nesse momento de recuperação... Então nada de aborrecimentos! Os laços que nos une são indissolúveis. Voltando ao assunto anterior, quero dizer que, hoje especialmente, estou alegre, com muitas inspirações para escrever e pintar. Será certamente, um dia muito produtivo, mesmo porque, logo, logo, vou estar perto de “Guata”, no feriado de sete de setembro e aí... O sol interior brilhará com maior intensidade. Falar em sete de setembro... Vai ser bom relembrar os acontecimentos que antecederam essa tão importante data e os acontecimentos importantes da pós-independência. Nós historiadores, professores, pais, etc. não devemos contribuir para que essa “memória” se enfraqueça como acontece normalmente com muitas crianças e jovens em nossas escolas públicas. Uma grande parte, “desfilam” sem nem mesmo saberem ao certo o motivo real. As carroças continuam passando...Muitas delas, cheias de materiais para reciclagem, carros, motos, pedestres...Vida enfim. Observo as pessoas nessa vida urbana, seus rostos, expressões...Sua lida. Rico acerv Publicado por Maria de Lurdes Mattos Dantas Barbosa em 29/08/2009 às 12h32
25/08/2009 15h50
Mudanças, andanças, rotatividade.
Hoje, 25 de agosto de 2009, aqui na cidade de Aracaju, onde resido atualmente, o dia está cinzento, chuvoso e triste... Como triste está o meu coração. Hoje fiquei a repensar minha trajetória de vida e como “ralei” para chegar até esse patamar que galguei. Uma vida em companhia de minhas filhas e neta, num bairro tranqüilo. Então por que a tristeza e ansiedade? Por que esse vazio que só é preenchido com as meditações, orações pinturas e escritas de textos? Foram tantos os sonhos...A maioria desfeito, mas ainda assim, continuo decretando e sonhando... EU POSSO, EU QUERO EU CONSIGO! Quero publicar meus livros engavetados, quero ficar completamente curada dessa “trombose” que limita o meu viver em plenitude, quero um dia não tomar tantos remédios...Quero poder viajar para minha cidade natal sem restrições por causa da doença...Quero...Quero...Vivenciar um amor mais verdadeiro e cúmplice, caminhar pelo campo, absorver o prana, fugir do maya, cumprir o carma e vivenciar o dharma, sentir que a felicidade é um estado de espírito e me entregar ao prazer de estar consciente de todos os acontecimentos que me acontecem, eles servem como trampolim para a ELEVAÇÃO DA ALMA. Hoje, estou pensativa, reflexiva, sonhadora. Mas confiante no futuro, certa de que não há penas imerecidas, mas triste pelo fato de ainda não ter compreendido muitas coisas... Enigmas, contrastes, conjecturas...Fazem parte dessa minha situação presente.
Publicado por Maria de Lurdes Mattos Dantas Barbosa em 25/08/2009 às 15h50
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